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PERFIL MAESTRO GIL JARDIM | MÚSICA NO MCB

PERFIL MAESTRO GIL JARDIM | MÚSICA NO MCB
Conheça a história de Gil Jardim

Foto: Marcelo Macaue

#MCBEMCASA

Maestro Gil Jardim é celebrado pelos anos de carreira nacional e internacional na campanha #MCBemcasa

Gil Jardim é pesquisador, instrumentista, arranjador, compositor e docente na capital paulista. Ao longo dos anos, construiu uma carreira versátil e arrojada que fez com que ele se tornasse um dos grandes artistas que transitam fluidamente entre a música popular brasileira (MPB), a música erudita e a instrumental.

VIDA E OBRA
Com atuações marcantes, o maestro já realizou composições e arranjos que se destacaram em espetáculos, gravações de CDs e turnês nacionais e internacionais de grandes artistas como: Milton Nascimento, Gilberto Gil, Naná Vasconcelos, Egberto Gismonti, John McLauglin, César Camargo Mariano, Ivan Lins, Misha Brouggergossman, Léa Freire e inúmeros outros.

Além dos trabalhos importantes que realizou na modalidade solo, Gil também criou a orquestra de câmara ‘Philarmonia Brasileira’ em 1995, que se destacou por trabalhos realizados em turnê com Milton Nascimento no lançamento do CD ‘Amigo’ (1995/96) e na turnê ‘Marsalis Brasilianos’, a convite da Columbia Artists Management Inc. (CAMI) e participação de Branford Marsalis – um dos mais renomados saxofonistas americanos da atualidade – como solista; a turnê percorreu mais de 27 cidades dos Estados Unidos da América (EUA) ao longo de 40 dias e contou com um repertório repleto de obras do maestro Villa-Lobos, considerado a figura mais significativa da música clássica brasileira no século XX.

Como regente, Gil Jardim também dirigiu formações dos grupos: Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo (OSM), Orquestra de Câmara da OSESP, Orquestra Experimental de Repertório (OER), Orquestra Sinfônica Petrobras, Orquestra Sinfônica do Teatro Cláudio Santoro (Brasília), Orquestra Sinfônica do Recife, Orquestra Sinfônica da Bahia, Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo, entre outros.

No exterior, também já regeu em formações da Brooklyn Academy of Music Symphony Orchestra (New York, USA), Royal Phillarmonic Concert Orchestra (Londres), Camerata Mexicana, Orquestra Regionalle del Lazio i Roma, Orquestra de Câmara Mayo (Buenos Aires/Argentina), Indianapolis Chamber Orchestra (USA), Orquestra Sinfônica Nacional Juvenil do Peru, Orchestra Haydn de Bolzano Y Trento (Itália).

Gil, em 1998, também atuou na composição da trilha sonora ‘Soprador de Vidro’ para o balé do Teatro Castro Alves, cujo elenco apresentou: Celine Imbert, Milton Nascimento, Carlos Tarcha, Naná Vasconcelos, Nahim Marum, entre outros músicos. Na composição dessa trilha, se destacam as parcerias com o pianista André Mehmari e a poetisa Adélia Prado. Também realizou diversas outras parcerias com o coreógrafo Luís Arrieta, incluindo alguns espetáculos com o Balé da Cidade de São Paulo.

Além dos palcos, Gil Jardim também se apresenta nas produções escritas. É autor do livro “O Estilo Antropofágico de Heitor Villa-Lobos” (1985), da editora Philarmonia Brasileira/VIVO. Porém, nos últimos anos, o artista tem apostado em novos formatos. Concebeu e dirigiu o espetáculo multimídia ‘Voos de Villa – Impressões Rápidas sobre todo o Brasil’ (2019), em que revela impressões únicas sobre a teia criativa villalobiana em obras criadas para execução em câmara. Para realizar este trabalho, Gil convidou a designer de palco Anna Turra e, juntos, criaram uma “experiência multimídia total” ao explorar as inúmeras possibilidades de expressão da brasilidade que a obra de Villa-Lobos propicia. Para isso, foram especialmente convidados 19 músicos brasileiros, originando o projeto ‘Villa-Brasil Ensemble’, que ganhou parceria com o Instituto Tomie Ohtake e a empresa Energias de Portugal (EDP).

Incansável na realização de trabalhos primorosos e sensíveis, em 2020, Gil também concebeu e dirigiu os clipes: ‘Temos por quem Lutar’ – produção em que a OCAM interpreta a obra ‘Trenzinho do Caipira’, de Heitor Villa-Lobos – e ‘Inumeráveis’, uma homenagem às vítimas de COVID-19 que uniu a OCAM a convidados especiais como: Chico César, Neymar Dias, Coro de Câmara Comunicantus, Coro da ECA-USP e o poeta Bráulio Bessa.

ORQUESTRA DE CÂMARA DA ECA/USP (OCAM)
Desde 1985, Gil atua na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), onde é professor livre docente da disciplina ‘Regência Orquestal’, além de diretor artístico e regente titular da Orquestra de Câmara da ECA/USP (OCAM). Também atuou como chefe dessa mesma Escola entre 2006 e 2009 – época em que criou e produziu os Festivais Internacionais Percussivo USP (2008), Ex Toto Corde, além do Festival Internacional de Violão ‘Leo Brouwer’ (2008/2009/2011/2013), que contou com a presença do compositor nas três primeiras edições.

Desde 2001, Gil Jardim é diretor da OCAM – fundada por Olivier Toni em 1995. Em sua gestão, implementou a renovação anual do elenco, medida que permitiu a cerca de mil bolsistas integrarem diferentes formações da OCAM. Assim, ele também imprimiu à orquestra uma programação abrangente e moderna combinada a parcerias relevantes e criativas, que resultaram na inserção da orquestra na cena musical brasileira como uma referência fundamental para o segmento de orquestras profissionalizantes.

O sucesso do projeto tem sido tão grande, que a Orquestra de Câmara da ECA/USP já teve como convidados inúmeros solistas e regentes consagrados como: Leo Brouwer (Cuba), Tim Fain (EUA), Catalin Rotaru (Romênia), Kirk Trevor (Inglaterra/ EUA), Pablo Mainetti (Argentina), Peter Zazofsky (EUA), Evgenia Popova (Bulgária), Benjamin Zander (EUA), Boris Giltburg (Rússia), Gilberto Tinetti, Cláudio Cruz, Alex Klein, David Russel (Inglaterra), Duo Assad (Brasil/USA), Clarise e Badi Assad, Lenine, Gilberto Gil, Dori Caymmi e Hamilton de Holanda, Diego Schissi, entre outros nomes que já participaram das temporadas anuais passadas junto ao grupo.

DISCOGRAFIA
No decorrer dos anos, muitas foram as obras e apresentações realizadas pelo icônico maestro Gil Jardim. Algumas delas você confere abaixo:

• Aurora Dórica para o Embaixador de Júpiter – Papavento (Carmo/1984)
• Soprador de Vidro (Núcleo Contemporâneo/ 1998)
• Villa-Lobos em Paris (Philarmonia Brasileira/ 2005) – Prêmio Diapason D´Or e Prime de Cultura da Revista Bravo (melhor CD de música erudita 2006)
• Segredos de Vera Cruz – Música Popular Brasileira para Gaita e Orquestra – Gianluca Littera, Gil Jardim & OCAM (Tratore/ 2019)
• SonssobreTons – Criações Musicais sobre Ideias Visuais – Gil Jardim & OCAM (Tratore/2019)
Participações em CDs:
• Ex-Libres, como flautista (1981 – selo USP)
• Tubarões Voadores – Arrigo Barnabé (como regente -1984)
• Carmo Ano I – Papavento & Egberto Gismonti (1985)
• Amigo – Milton Nascimento (arranjos e regência – 1994)
• Anjo de Mim – Ivan Lins (arranjos e regência – 1995)
• Pixinguinha e Patápio Silva – Antonio Carrasqueira (regência – 1995)
• Rumos Culturais – Cello in Sampa (regência – 1999)
• Reencontro – Leila Pinheiro (arranjos e regência – 2000)
• A Cor do Pôr do Sol – Ivan Lins ( arranjos e regência – 2000)
• Gil & Milton – Gilberto Gil e Milton Nascimento (arranjos e regência – 2000)
• Tom da Terra (arranjo e regência – 2002)
• Cuscuz clã – Chico César (arranjo e regência – 2003)
• Fruto – Heloisa Fernandes (direção musical – 2005)
• Cartas Brasileiras – Léa Freire (arranjo e regência – 2006)
• Língua Mãe – Naná Vasconcelos (arranjos e regência – 2010)
• Sinfonia Monumental – Hamilton de Holanda (arranjos e regência – 2010)

Relembre trabalhos realizados pelo maestro acessando o Youtube oficial de Gil Jardim. Acompanhe também o trabalho que vem sendo realizado por ele à frente da OCAM pelos canais:
Facebook | Instagram | Youtube | Site

Sobre o MCB
O Museu da Casa Brasileira, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo que completa 50 anos em 2020, dedica-se à preservação e difusão da cultura material da casa brasileira, sendo o único museu do país especializado em arquitetura e design. A programação do MCB contempla exposições temporárias e de longa duração, com uma agenda que possui também atividades do serviço educativo, debates, palestras e publicações contextualizando a vocação do museu para a formação de um pensamento crítico em temas como arquitetura, urbanismo, habitação, economia criativa, mobilidade urbana e sustentabilidade. Dentre suas inúmeras iniciativas destacam-se o Prêmio Design MCB, principal premiação do segmento no país realizada desde 1986; e o projeto Casas do Brasil, de resgate e preservação da memória sobre a rica diversidade do morar no país.

O MCB está fechado temporariamente. No atual cenário, o MCB adapta seu conteúdo para o digital, disponibilizando diversos materiais em sua campanha #MCBemcasa e na plataforma #CulturaemCasa. Entre os conteúdos lançados, há visita virtual, playlists, artigos e atividades nas redes sociais. Acompanhe!

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