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PERFIL ARRIGO BARNABÉ | MÚSICA NO MCB

PERFIL ARRIGO BARNABÉ | MÚSICA NO MCB

Foto: Gal Oppido

#MÚSICANOMCB

Museu da Casa Brasileira homenageia o músico Arrigo Barnabé

Embora na certidão de nascimento de Arrigo Barnabé conste a cidade de Londrina (PR), a figura artística de Arrigo foi essencial para o surgimento de uma nova música paulistana de vanguarda a partir do final da década de 1970.

Arrigo Barnabé surgiu na cena musical brasileira em 1979 quando venceu o Festival Universitário da TV Cultura com a música “Diversões Eletrônicas”, parceria com Regina Porto. Em 1980, lançou o álbum independente “Clara Crocodilo” – marco inicial da vanguarda paulista – apresentando uma fusão entre a música popular urbana e a música erudita contemporânea, que influenciou a música brasileira como um todo.

“Clara Crocodilo” se tornou uma obra cultuada e reinterpretada por diversos artistas da música e do teatro.

“Diversões eletrônicas”, Festival Universitário da TV Cultura

Clara Crocodilo (1980)

No álbum seguinte, “Tubarões Voadores” de 1984, Arrigo criou uma obra conceitual que unia sua música a uma novela gráfica incluída no próprio disco. O trabalho em parceria com o ilustrador Luiz Gê ainda é um dos mais ousados trabalhos gráficos em um disco de música brasileira.

Tubarões Voadores (1984)

Em sua incursão no cinema, Arrigo Barnabé atuou em vários filmes, entre eles “O Olho Mágico do Amor” (1981), “Cidade Oculta” (de 1986, com trilha sonora assinada por Arrigo e Tetê Espindola), “Desmundo” (2003) e “Luz nas Trevas: A Volta do Bandido da Luz Vermelha” (2010). Estrelou “Nem tudo é verdade” (1986), filme do cineasta Rogério Sganzerla, que remonta a vinda de Orson Welles ao Brasil para filmar “É tudo verdade” nos anos de 1940.

“Cidade oculta”, por Arrigo Barnabé

Nome requisitado para trilhas sonoras cinematográficas, Arrigo fez a trilha de “ED Mort” de Alain Fresnot (1997), “Alô” de Mara Mourão (1998), “Oriundi” de Ricardo Bravo (de 2000, estrelado pelo ator Anthony Quinn) e a música para a peça “Plaidoyer en faveur des larmes d’Heraclite” de Bruno Bayen, apresentada no Teatro Nacional de Chaillot, em Paris (2003).

Em 2004, escreveu a trilha sonora para o documentário “Doutores da alegria” de Mara Mourão. A trilha sonora foi premiada no Festival de cinema da FIESP em 2006.

Em 2010, Arrigo participou do projeto Música no MCB, assinando a curadoria ao lado de Guga Stroeter.

Entre seus últimos trabalhos está o belíssimo “Missa In memoriam Itamar Assumpção” (2006), obra em homenagem ao cantor Itamar Assumpção, morto em 2003.

Nos últimos anos, Arrigo tem lançado álbuns com apresentações ao vivo como o álbum em parceria com Paulo Braga, “Ao Vivo em Porto” (2008), “De Nada a Mais a Algo Além – Ao Vivo No Sesc Vila Mariana” (de 2014, em parceria com Luiz Tatit e Lívia Nestrovski) e “Claras e Crocodilos”, onde reinterpreta o clássico de 1980.

Recentemente, Arrigo Compôs “Missa Nóia” (2019), trabalho escrito especialmente para o Coro da OSESP. Foi tema do documentário “Ostinato”, dirigido por Paula Gaitán, e lançado em janeiro de 2021.

Missa In memoriam Itamar Assumpção

Claras e Crocodilos, instrumental Sesc Brasil

Esquece o Mal – Tetê Espíndola e Arrigo Barnabé

 

Para acompanhar o trabalho de Arrigo, fique de olho nas redes sociais do maestro:

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Sobre o MCB
O Museu da Casa Brasileira, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo que completa 50 anos em 2020, dedica-se à preservação e difusão da cultura material da casa brasileira, sendo o único museu do país especializado em arquitetura e design. A programação do MCB contempla exposições temporárias e de longa duração, com uma agenda que possui também atividades do serviço educativo, debates, palestras e publicações contextualizando a vocação do museu para a formação de um pensamento crítico em temas como arquitetura, urbanismo, habitação, economia criativa, mobilidade urbana e sustentabilidade. Dentre suas inúmeras iniciativas destacam-se o Prêmio Design MCB, principal premiação do segmento no país realizada desde 1986; e o projeto Casas do Brasil, de resgate e preservação da memória sobre a rica diversidade do morar no país.

SITE: mcb.org.br/
Museu da Casa Brasileira_ Av. Faria Lima, 2705
Tel.: (11) 3032-3727

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