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MÚSICA NO MCB | PLAYLIST CURADORIA MCB: GUGA STROETER

MÚSICA NO MCB | PLAYLIST CURADORIA MCB: GUGA STROETER
Ouça a playlist do MCB que comemora a carreira de Guga Stroeter.

Foto: Cheila Ferlin

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 Conheça a nova playlist disponível no Spotify do MCB

O convidado para a terceira edição da playlist “Curadoria MCB” é o músico, produtor, empresário cultural e escritor Guga Stroeter, que atuou – em 2010 – como um dos curadores do projeto Música no MCB, selecionando artistas para as apresentações noturnas “Quintas no Museu”.

A coletânea, organizada pessoalmente pelo artista, é como uma “autobiografia sonora” que passeia por seus diversos projetos e participações musicais ao longo de mais de 35 anos de carreira. A seleção inclui canções gravadas com o Nouvelle Cuisine (grupo formado por Stroeter nos anos 1980), gravações acompanhando com ícones da Música Popular Brasileira como Caetano Veloso e Marisa Monte, e também seus trabalhos mais recentes.

Além de “Curadoria MCB: Guga Stroeter”, outras playlists estão disponíveis no Spotify do Museu da Casa Brasileira como: “Curadoria MCB: Maestro Júlio Medaglia”, “Curadoria MCB: Carmelita de Moraes”, “Música no MCB” – atualizada a cada três meses – “A casa brasileira nas ondas do rádio” – com canções populares entre 1920 e 1950 – e as playlists temáticas do projeto “Casas do Sertão”, realizado pelo educativo do MCB.

Clique aqui e ouça agora a playlist enquanto lê os comentários do curador sobre a seleção abaixo.

 

PLAYLIST “CURADORIA MCB”, POR GUGA STROETER 

  1. Notas, interpretada por Nouvelle Cuisine

Essa canção faz parte do álbum “Slow Food”, gravado em 1992 pelo nosso quinteto de jazz Nouvelle Cuisine. A composição é do saudoso cantor Carlos Fernando e tivemos a honra de contar com a participação de Gal Costa. Essa canção é, na verdade, um manifesto que propõe que a intangibilidade da música é uma expressão de liberdade engajada por si só, ou seja: ousar na estrutura é mudar o mundo. Repetir chavões poéticos, mesmo que contenham denúncia, não amplia a consciência.

  1. My Funny Valentine, interpretada por Nouvelle Cuisine

Essa versão do clássico do jazz foi gravada em 1988 pelo nosso quinteto Nouvelle Cuisine. Considero esse arranjo um “case” do pós-modernismo dos anos 80. Nossa versão é, na verdade, uma compilação sutilmente amarrada de vários trechos de outras canções e gravações. A introdução é baseada na Gayane Ballet Suite (Adagio), do compositor armênio Khachaturyan (1903-1978). O solo de clarinete é uma releitura da improvisação de Miles Davis e as fermatas finais foram extraídas da gravação de Sarah Vaughan. 

  1. All of You, interpretada por Nouvelle Cuisine

No começo dos anos 90, nosso quinteto Nouvelle Cuisine foi convidado para fazer apresentações com a Orquestra Experimental de Repertório de São Paulo, regida pelo maestro Jamil Maluf. Esse é o arranjo que preparamos para a canção All of You.

  1. Céu do Brasil, interpretada por Nouvelle Cuisine

Compus essa canção na adolescência e criei a letra para a gravação do álbum Free Bossa. Quem canta é Estela Cassilatti. 

  1. Canto Índio, interpretada por Guga Stroeter, HB Jazz Combo e Liena Centeno

Fui presidente de uma ONG de intercâmbio cultural entre Brasil e Cuba por muitos anos. Nesse período, tive a oportunidade de “importar” a cantora cubana Liena Centeno para passar uns tempos no Brasil. Fizemos shows e gravamos um álbum focado no repertório cubano das décadas de 30 e 40. Escolhi essa canção “Canto Índio” pela incrível engenhosidade de sua melodia. 

  1. Mata Siguaraya, interpretada por Guga Stroeter, HB Jazz Combo e Liena Centeno

Essa antiga canção cubana trata de uma erva sagrada na “santeria” cubana, que é o nome da religião de origem iorubana dos orixás, que no Brasil corresponde ao candomblé. O arranjo evoca exotismos e sons da floresta.

  1. Janelas Abertas, interpretada por Guga Stroeter, HB Jazz Combo e Rita Braga

Regravei, com novos arranjos bastante distantes dos originais, o repertório das canções que Jobim e Vinicius criaram para o LP Canção do Amor Demais, álbum que foi lançado em 1957, pouco antes da explosão do movimento que veio a ser chamado “Bossa Nova”. A cantora desse disco é Rita Braga. 

  1. As Praias Desertas, interpretada por Guga Stroeter, HB Jazz Combo e Rita Braga

Essa canção de Tom e Vinicius, também faz parte do nosso álbum “Canção do Amor Demais”. Escolhi essa faixa para essa playlist por conta do arranjo, que explora as identidades de timbres entre o piano e o vibrafone.

  1. Mood Indigo, interpretada por Guga Stroeter e HB Jazz Combo

Adoro essa canção que Duke Ellington, um dos grandes nomes do jazz, compôs em 1930. Nesse arranjo, toco um solo de vibrafone inspirado na improvisação de trompete que a banda de Ellington gravou em 1957.

  1. I Got It Bad and That Ain’t Good, interpretada por Guga Stroeter e HB Jazz Combo

Em 1964, a big band de Ellington gravou uma versão explosiva da música I Got It Bad and That Ain’t Good. Fiquei imaginando como soaria as mesmas linhas desse arranjo, porém tocada de maneira minimalista, muito suave e com apenas cinco instrumentos; exatamente o contrário do conceito interpretativo de Ellington. Assim, foi criado esse arranjo que gravamos em 2010. Gostei muito do resultado.

  1. Dendê, interpretada por Dora Stroeter e Guga Stroeter

Minha filha Dora demonstrou aptidão vocal e musical na infância. Para nossa curtição familiar, gravei um álbum de nossa Orquestra HB acompanhando Dora, que, em 2012, tinha nove anos de idade. Hoje, 2021, ela está com dezoito anos e segue compondo e cantando. E o gato Dendê, homenageado nessa canção, continua firme e forte dormindo no sofá da sala. 

  1. São Benedito, interpretada por Guga Stroeter, Orquestra HB e Sapopemba

No final dos anos 90, conheci mestre Sapopemba, um alagoano arretado que trabalhava como motorista de caminhões e demonstrou um conhecimento prodigioso no que se refere a música folclórica brasileira e todas suas manifestações tradicionais e religiosas. Gravamos um disco com nossa orquestra sobre o repertório proposto por Sapopemba. Essa faixa “São Benedito” é parte de um congado. 

  1. Choros No. 7, interpretada por Guga Stroeter, Orquestra HB e Sapopemba

Transformamos uma composição de música de concerto de Villa Lobos num afro-brasileiro bem bacana! 

  1. Assanhado, interpretada por Dino Barioni, Guga Stroeter, Guga Stroeter & Orquestra HB, Orquestra HB e Zulma Stroeter

Essa composição de Jacob do Bandolim é fantástica! Mistura choro e beop, e o arranjador Dino Barioni adaptou esse clássico para nossa Orquestra HB. Fiquei feliz com o resultado da gravação e coloquei como faixa instrumental no álbum de minha mãe, “Zulma e Família Stroeter – 92 Anos de Amor”.

  1. As Três Lágrimas, interpretada por Dino Barioni, Guga Stroeter, Guga Stroeter & Orquestra HB, Orquestra HB e Zulma Stroeter

Certa vez, minha Vivianne Rodrigues me perguntou qual era a música mais triste do mundo e eu respondi, sem hesitar: “As Três Lágrimas de Ary Barroso!”. Ary e Caymmi são meus dois compositores prediletos e resolvi gravar essa canção no álbum de nossa família. O problema foi que ninguém topou cantar essa faixa. Sobrou para mim… Mas não sou cantor! Nunca fui e não pretendo vir a ser! Então, apoiei-me na tecnologia sem dó. Cantei do meu jeito, todo desafinado e depois corrigi descaradamente cada nota no computador do estúdio. E vamos em frente! 

  1. Desesperadamente, interpretada por Guga Stroeter, Orquestra HB e Zulma Stroeter

Consideramos Milton Nascimento parte de nossa família, principalmente na relação de carinho que mantinha com minha mãe. Meu pai faleceu em 2009 e eu decidi gravar um primeiro álbum de minha mãe (que havia sido cantora infantil na década de 1930) quando ela tinha 86 anos de idade. Foi lindo! E “Bituca” (Milton Nascimento) gravou em dueto esse lindo bolero que minha mãe dedicou a meu pai. 

  1. As Pastorinhas, interpretada por Guga Stroeter, Orquestra HB e Zulma Stroeter

João de Barro e Noel Rosa criaram uma obra prima do lirismo nessa marcha rancho! É de uma beleza comovente! Então decidi gravar num andamento de seresta, cantada pela minha mãe Zulma e pela minha filha Dora. 

  1. Oxaguian, interpretada por Guga Stroeter

Mestre Sapopemba se juntou ao percussionista Ari Colares e ao violonista e arranjador Dino Barioni para trabalhar no projeto Agô, que concebi quando era presidente da ONG Sambatá, que promovia intercâmbio cultural entre Brasil e Cuba. Tive a ideia de reunir Ogans do Brasil e de Cuba, pois em ambos os países resiste a religião iorubana dos orixás. Gravamos essa faixa no estúdio do Pablo Milanes, em Havana, e tivemos a participação de Teresa Polledo, cantora do ballet folclórico de Cuba. 

  1. Xaxará, interpretada por Guga Stroeter

No álbum Agô gravamos essa densa e tensa faixa composta e arranjada por Dino Barioni. 

  1. Não Se Aborreça, interpretada por Guga Stroeter, Patricia Secchis e Pepe Cisneros

Sou amigo há indizíveis décadas da cantora Patricia Secchis. Gravamos um álbum de salsas autorais. Composições de Patricia e do pianista cubano Pepe Cisneros. Cuidei da produção e dei pitaco em diversas letras. Curto todas as faixas desse disco, mas escolhi essa salsa/ timba para a playlist porque tem um refrão otimista, para nos ajudar atravessar esses tempos difíceis: “Não se aborreça e aprenda dessa página virada… Porque dessa vida não se leva nada”.

  1. IJEXÁ (OXUM), interpretada por Guga Stroeter e Orquestra HB

Na Bahia, assistindo ao bloco Cortejo Afro, conheci o cantor Aloísio Menezes e fiquei impressionado com a qualidade de sua voz e interpretação. Convidei-o a vir a São Paulo fazer shows com nossa orquestra e gravar o álbum Xirê Reverb. Essa faixa é dedicada à bela e vaidosa Oxum. 

  1. IBI ALUJÁ (XANGÔ), interpretada por Guga Stroeter e Orquestra HB

Considero a Ibi Alujá uma das faixas mais interessantes do álbum Xirê Reverb. Muito por causa do procedimento musical que adotei para formatar essa canção. Explico: na maior parte das vezes, o uso da eletrônica na música popular acontece com a bateria eletrônica mantendo uma batida regular. Em Ibi Alujá, invertemos esse parâmetro. Os tambores utilizados no candomblé são três: rum, rumpi e lé. Rumpi e lé são os tambores mais agudos e fazem figuras complexas, porém repetidas. Cabe ao rum criar as variações. Na edição e na mixagem dessa música transformamos as batidas do rum em um bumbo eletrônico, o que deu movimentação inédita para esse toque. No final dessa faixa, como é comum nas canções para Xangô, a percussão acelerasse até encerrar-se num clímax. 

  1. Minha Arte de Amar, interpretada por Guga Stroeter, Nei Lopes e Projeto Coisa Fina

Anos atrás, nossa Orquestra HB fez um show no SESC e tivemos como convidado especial Nei Lopes, que além de grande sambista é um dos maiores conhecedores da cultura africana no Brasil (já publicou 43 livros sobre o assunto). Tornamo-nos amigos e decidimos realizar um projeto juntos. Daí veio a ideia do Nei de juntar uma big band para gravar algumas boas composições do pagode de fundo de quintal. Confesso que de início estranhei um pouco esse plano, pois na minha cabeça pagode era o samba comercial dos anos 90… Nada contra! Mas me perguntava se esse repertório teria substância ideal para as elaborações de arranjos orquestrais. Foi então que Nei abriu minha cabeça, mostrando-me o pagode que acontecia nas noites de quarta-feira sob a tamarineira do bloco Cacique de Ramos, no bairro carioca de Olaria. Só então percebi a riqueza harmônica, melódica e poética das criações de Arlindo Cruz, Sombinha, Almir Guineto e companhia. Passei a concordar com o Nei, considerando esse repertório um dos mais criativos da música brasileira daquele período. Organizei a produção e toquei vibrafone. Dino Barioni escreveu os arranjos, a incrível big band Projeto Coisa Fina tocou e gravou todas as faixas e Nei cantou. Assim, demos uma nova vestimenta ao pagode e o resultado se tornou um orgulho para todos nós. Lançamos o álbum no período pandêmico de 2020. 

  1. Retrato Cantado de um Amor, interpretada por Guga Stroeter, Nei Lopes e Projeto Coisa Fina

Esse é meu pagode predileto! Curto muito as resoluções harmônicas e o refrão sublime e romântico dessa composição… Por isso está nessa playlist. Essa é a faixa que fecha o álbum “Nei Lopes, Guga Stroeter e Projeto Coisa Fina no PAGODE BLACK TIE”. 

  1. Brasilliance, interpretada por Guga Stroeter e Orquestra HB

Nossa Orquestra HB ganhou notoriedade ao participar do musical Emoções Baratas de José Possi Neto, onde tocávamos nossa pesquisa sobre a obra de Duke Ellington num espetáculo de teatro e dança contemporânea. Um dos momentos principais do musical acontecia quando a composição Brasilliance explodia com uma coreografia complexa e cheia de transe.

Em 2019, o trompetista Wynton Marsalis esteve em São Paulo e colocou Brasilliance no repertório de seus shows. Foi então que eu contei para ele a história dessa composição, que está registrada em uma das biografias de Ellington. É o seguinte: Duke Ellington veio tocar em São Paulo em 1968, e a caminho do Teatro Municipal enfrentou um congestionamento de fusquinhas que buzinavam sem parar! Inspirado nessa sonoridade compôs esse baião que gravou em seu álbum “Latin American Suite”. 

  1. Metal no Metal, interpretada por Guga Stroeter, Lucio Agra e Renato Soares

No ano de 2002 ingressei na graduação de Comunicação das Artes do Corpo da PUC São Paulo (Teatro/ Performance). Nesse curso, fui aluno de Lucio Agra, que além de catedrático em história da arte é também baterista. Batendo papo nos corredores, ele veio com a ideia de transformar as músicas do pioneiro grupo alemão de música eletrônica Kraftwerk em sambas, baiões e marchinhas. Em 2019, realizamos esse projeto lançando o álbum Carnawerk, e Metal no Metal é uma das faixas desse trabalho divertido e surpreendente. 

  1. Bless You Is My Woman Now – Ao Vivo, interpretada por Marisa Monte e Nouvelle Cusine

O quinteto de jazz Nouvelle Cuisine surgiu em 1987 a partir de reuniões informais que aconteciam nos fins de semana entre amigos de adolescência. Já nas primeiras apresentações, fomos procurados pela gravadora WEA. Paralelamente, no Rio de Janeiro surgia a cantora Marisa Monte, produzida por Nelson Motta. Uma característica do início da carreira da Marisa era o fato dela não ter disco, ou seja, só era possível conhecê-la assistindo suas apresentações ao vivo. Foi então que convidamos Marisa para apresentar-se conosco num show do Masp, onde somamos o Nouvelle a um quarteto de cordas para interpretar a aria Bess You Is My Woman Now da ópera Porgy and Bess, de Gershwin. Foi uma experiência muito bem-sucedida, e Marisa Monte, gentilmente, retribuiu nos convidando para participar de seu primeiro álbum.

  1. Cheek To Cheek, interpretada por Caetano Veloso e Cauby Peixoto

José Mauricio Machline é, para nossa felicidade, um dos grandes entusiastas e mecenas da música brasileira, e no começo dos anos 90 decidiu produzir um álbum com o saudoso Cauby Peixoto interpretando o repertório de Sinatra. Em cada faixa, Cauby dividia os vocais com grandes figuras da música brasileira: Gal Costa, Gilberto Gil, Zizi Possi, Daniela Mercury, Ney Matogrosso… Coube a nós, da Orquestra HB produzir e gravar os arranjos. Uma honra! Gosto especialmente do arranjo que nosso trombonista Matias Capovilla escreveu para Cheek To Cheek, todo inspirado no tradicional danzon cubano “Almendra”. Nessa faixa, temos a participação especial de Caetano Veloso.

  1. Agdavís, interpretada por HB Tronix

No ano de 2003, decidi ampliar as sonoridades da Orquestra HB incluindo recursos da música eletrônica. Para isso criei o grupo HB Tronix. Gravamos um álbum produzido por Arto Lindsay e Berna Ceppas. O disco foi bem recebido e abriu porta para que fossemos convidados a participar do ano do Brasil na França, em 2005. 

  1. Antropofagia, interpretada por HB Tronix

Eu gosto bastante do primeiro disco do HB Tronix, chamado “The Boys From Ipanema”, pois é um álbum que tem misturas rítmicas interessantes. Mas me frustrava um pouco a performance desse álbum nas pistas, pois ele não era exatamente dançante. Então partimos para gravar um segundo disco, todo fundamentado nas batidas da house music. Misturamos bateria eletrônica com vários instrumentos acústicos: baixo, vibrafone, piano e percussão. 

 

Sobre o MCB

O Museu da Casa Brasileira, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, dedica-se, há 51 anos, à preservação e difusão da cultura material da casa brasileira, sendo o único museu do país especializado em arquitetura e design. A programação do MCB contempla exposições temporárias e de longa duração, com uma agenda que possui também atividades do serviço educativo, debates, palestras e publicações contextualizando a vocação do museu para a formação de um pensamento crítico em temas como arquitetura, urbanismo, habitação, economia criativa, mobilidade urbana e sustentabilidade. Dentre suas inúmeras iniciativas destacam-se o Prêmio Design MCB, principal premiação do segmento no país realizada desde 1986; e o projeto Casas do Brasil, de resgate e preservação da memória sobre a rica diversidade do morar no país.

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