PROGRAMAÇÃO

MOSTRA | ALEX WOLLNER BRASIL: DESIGN VISUAL

#EXPOSIÇÕESMCB

Em cartaz de 8 de junho a 25 de agosto de 2019. 

O Museu da Casa Brasileira, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, gerido pela Sociedade Civil por meio da A Casa Museu de Artes e Artefatos Brasileiros, promoveu a exposição ‘Alex Wollner Brasil: Design Visual’, com peças originais e entrevistas de um dos mais importantes designers gráficos brasileiros.

O MCB apresentou pela primeira vez no Brasil o conteúdo da mostra idealizada por Alexandre Wollner junto ao Museu Angewandte Kunst, em Frankfurt (Alemanha), entre 2013 e 2014, com curadoria de Klaus Klemp e co-curadoria de Julia Kartesalo. Além de manuais de identidade originais, cartazes, gravuras, projetos gráficos de livros, vídeos e um resumo de sua trajetória profissional, estavam expostas no jardim marcas que retratam um panorama de décadas de trabalho com identidades corporativas.

Abertura da Mostra

Wollner nasceu em São Paulo, em 1928, e, após estudar no Instituto de Arte Contemporânea (IAC, São Paulo) e na HfG-Ulm (Hochschule für Gestaltung, em Ulm, na Alemanha), fundou a Forminform, primeira agência brasileira de design industrial e gráfico, tendo sido seus sócios Geraldo de Barros, Ruben Martins e Walter Macedo. Com o colega e professor Karl Heins Bergmiller, Alexandre Wollner desenvolveu um conceito para educação em design no Brasil, seguindo o modelo de Ulm, e, assim, ajudou a fundar a Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI), no Rio de Janeiro, em 1963, onde lecionou por anos.

Obras do Artista

A metodologia adquirida na HfG-Ulm foi incorporada por Wollner em toda sua trajetória. O designer desenvolveu muitas identidades corporativas, abrangendo a comunicação visual completa da empresa, desde o design de interiores dos escritórios, às fontes tipográficas e sistemas de sinalização, os meios de propaganda, a embalagem e até o vestuário dos funcionários. Para ele, o design corporativo significava mais que o logo correto: o resultado desse processo era uma importante revisão na cultura interna da empresa; um sistema complexo de forma a não se tornar distorcido ou obsoleto. Sua abordagem teve impacto duradouro na imagem dessas companhias, que acabaram por se tornar referências internacionais em design visual.

Lançamento do Livro “Alex Wollner Brasil: Design Visual”

Lançado para marcar a despedida da exposição
Créditos: Alisson Ricardo (livro) e Júnior Franzin (lançamento)

Foram expostos no MCB alguns dos manuais originais completos que o designer preparava a cada projeto de identidade, indicando o uso correto da marca e suas aplicações. Por meio de vídeos, como o documentário “Alexandre Wollner e a formação do design moderno no Brasil”, um projeto de André Stolarski (1970 – 2013), foi possível conhecer mais sobre o processo de trabalho de Wollner e seu posicionamento crítico em relação ao design brasileiro.

 

Já o desenho de cartazes, dos quais o MCB trouxe uma coleção de cerca de 50 peças, entre originais e reimpressões, figurou desde o início de suas atividades, ainda quando estudante. Porém, foi em 1951, ao prestar assistência para a montagem da exposição do suíço Max Bill, em São Paulo, que Wollner encontrou o caminho entre o design e a arte. Ele já havia explorado a pintura concreta durante seus estudos no Instituto de Arte Contemporânea do Museu de Arte de São Paulo e, em 1952, assistiu ao nascimento do Grupo Ruptura, do qual mais tarde faria parte. No ano seguinte, foi honrado com o título de melhor artista da nova geração na Bienal de São Paulo. Alexandre Wollner, baseado na experiência com Arte Concreta, em seu extenso conhecimento da ‘Nova Tipografia’ e em sua consistente abordagem funcional para a comunicação, produziu um extenso conjunto de cartazes ao longo de seis décadas, como os emblemáticos da IV Bienal Internacional de São Paulo e do Festival Internacional de Cinema de 1954 – uma reedição comemorativa deste, com tiragem limitada, está sendo distribuída na bilheteria e no site do Museu da Casa Brasileira em contrapartida a uma doação  ao museu (www.mcb.org.br).

Destaques na Mídia

Impresso e Online

Guia Divirta-se | Folha de S. Paulo | O Estado de S. Paulo | Revista 29 horas | Revista Quatro Cinco Um | Folha de S. Paulo (Online) | NoSet (Online)

A exposição trouxe também um panorama da carreira do designer, abordando o período de aprendizado na HfG-Ulm: seu trabalho, pouco conhecido, em fotografia, e um conjunto de 25 gravuras produzidas no início dos anos 2010, quando Wollner retomou as atividades como artista plástico, após várias décadas atuando exclusivamente como designer gráfico.

Sobre o MCB
O Museu da Casa Brasileira, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo que completou 50 anos em 2020, dedica-se à preservação e difusão da cultura material da casa brasileira, sendo o único museu do país especializado em arquitetura e design. A programação do MCB contempla exposições temporárias e de longa duração, com uma agenda que possui também atividades do serviço educativo, debates, palestras e publicações contextualizando a vocação do museu para a formação de um pensamento crítico em temas como arquitetura, urbanismo, habitação, economia criativa, mobilidade urbana e sustentabilidade. Dentre suas inúmeras iniciativas destacam-se o Prêmio Design MCB, principal premiação do segmento no país realizada desde 1986; e o projeto Casas do Brasil, de resgate e preservação da memória sobre a rica diversidade do morar no país.

Museu da Casa Brasileira
Av. Brig. Faria Lima, 2705 – Jardim Paulistano
Tel.: +55 (11) 3032.3727

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