PROGRAMAÇÃO

Da sede ao pote

A mostra apresentou dezenas de peças do artesanato de tradição, elaboradas por artesãos de todo o país atendidos pelo programa Artesanato Solidário. Foram mostrados objetos como os bordados Boa Noite, que só existem na Ilha de Ferro, em Alagoas; caminhões de brinquedo de Itabaiana, Paraíba; brinquedos de madeira de Miriti, do Pará; barcos de Parati, Rio de Janeiro; potes de cerâmica que mesclam influências indígena e portuguesa, de Rio Real, Bahia; caixas de Urucuia e moringas de Candeal, de Minas Gerais.

Além dos objetos de variadas procedências, a mostra trouxe oito painéis de 70 cm x 65 cm contextualizando a produção e mostrando o efeito social do trabalho desses artesãos. Os painéis reproduziram páginas ampliadas do livro “Da Sede ao Pote”, lançado na abertura da mostra. Com cerca de 150 fotos, ilustrações e textos curtos, a publicação traz uma visão institucional do Artesanato Solidário, criado em 1998 e desde 2002 vinculado à Comunitas – Parcerias para o Desenvolvimento Solidário, uma organização não-governamental. Com o objetivo de requalificar o artesanato de tradição para possibilitar geração de trabalho e renda, o Artesanato Solidário atua em mais de 70 localidades de 15 estados brasileiros.

“O nome da exposição e do livro se inspiraram no início de nosso trabalho, que surgiu como alternativa de geração de renda em regiões castigadas pela seca”, afirma Cláudia Cavalcanti, coordenadora da exposição e do livro. “Nós mostramos como fazemos a identificação de determinado artesanato em uma localidade, a mobilização dos mestres artesãos para repassar seu saber a aprendizes e a promoção de oficinas”. A Central Artesol, braço comercial do Artesanato Solidário, promove a comercialização dos produtos.

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