PROGRAMAÇÃO

Dia da Consciência Negra

Dia da Consciência Negra
O Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro, terá celebração dupla no Museu da Casa Brasileira, instituição da Secretaria de Estado da Cultura. Pela manhã, às 11h, o grupo Curimba, formado por pastoras do Grêmio Recreativo de Resistência Cultural Kolombolo Diá Piratininga, interpretará composições inspiradas no antigo pastoril e em cantigas afro-indígenas. Às 19h30, as orquestras Mundana e Metropolitana apresentarão o espetáculo O típico e o atípico na música negra, sob regência dos maestros Carlinhos Antunes e Rodrigo Vitta, enquanto imagens do fotógrafo Ricardo Teles serão exibidas.
“A cultura transforma as pessoas e, por isso, pode e deve ser usada como meio de combater todas as formas de discriminação”, afirma o Secretário de Estado da Cultura, Andréa Matarazzo.
 
Homenagem à morte de Zumbi, líder dos Quilombos dos Palmares, o Dia da Consciência Negra é marcado pela luta contra o preconceito racial e pela reflexão sobre a inserção do negro da sociedade brasileira.
No Museu da Casa Brasileira, as apresentações, com entrada gratuita, encerram as celebrações da data e são organizadas pela produtora cultural Carmelita Moraes, responsável também pela programação do projeto Música no Museu. 
Os espetáculos
Criado para difundir o samba paulista e seus mestres, o Curimba reúne em seu repertório obras de compositores do Kolombolo, principalmente da ala feminina. O grupo reproduz em suas interpretações a força do acalanto e do lamento das pretas velhas e a voz da mulher que não se calou, representada pela figura da escrava Anastácia. Há também o canto das lavadeiras e rezadeiras, com o requinte da batucada de terreiro. O Grêmio Kolombolo nasceu para divulgar o trabalho e a história de artistas da Velha Guarda de São Paulo com apresentações, apoio em documentários e por meio de iniciativas como consultoria e gravação de CDs. Hoje, o Kolombolo conta com mais de 30 integrantes que participam e contribuem para a organização e realização das atividades.
A Orquestra Metropolitana, clássica com seus tradicionais instrumentos como violino, viola, violoncelo e contrabaixo, une-se à Orquestra Mundana, que trafega pelo mundo popular e utiliza um conjunto de instrumentos musicais diferentes e de várias partes do mundo, como a kora n’goni (harpa africana), o saz turco (tipo de alaúde), o cuatro venezuelano, a rabeca, o cavaquinho, o tiple colombiano e o acordeom. A fusão das duas orquestras será regida pelo maestro Rodrigo Vitta que dividirá arranjos e composições com o multi-instrumentista Carlinhos Antunes.
Parte integrante da história musical no país, a música originária do continente africano está presente na vida dos compositores e instrumentistas brasileiros, independente do estilo, origem ou região. De Carlos Gomes a João do Vale, passando por Villa-Lobos, Pixinguinha, Milton Nascimento, entre outros. Para marcar o Dia da Consciência Negra, os diretores e regentes das orquestras, Carlinhos Antunes (Mundana) e Rodrigo Vitta (Metropolitana) reuniram no repertório alguns marcantes compositores e fizeram um recorte desse vasto universo de ritmos, melodias e harmonias. 
A apresentação será precedida de exibição de imagens do fotógrafo Ricardo Teles, em série composta de três ensaios sobre o tema negritude. O primeiro deles apresenta nove comunidades brasileiras descendentes de quilombos, publicado em 2004 no livro Terras de Preto, da editora A Books. Os demais são projetos em andamento, um chamado O Tambor, que aborda o legado afro-brasileiro, e o outro intitulado O Lado de Lá, que mostra países africanos relacionados com a diáspora negra para o  novo mundo.

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