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DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Percussão africana, jazz, blues e a cultura musical do sul dos Estados Unidos dão o tom do Dia da Consciência Negra no Museu da Casa Brasileira, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. Realizado dia 20 de novembro, domingo, o evento tem entrada gratuita, com atividades a partir das 11h.

A programação começa com o projeto Música no MCB, que apresenta o Grupo Cangarussu às 11h. Formado por percussão, sopros e canto, seu repertório mistura elementos das músicas brasileira, latina e africana, unindo a percussão afro-brasileira, o groove dos sopros de jazz e funk e a gestualidade dos afoxés. A apresentação é inspirada nos blocos afro e nas pesquisas dos integrantes no Brasil e na África, em uma performance artística de música e dança marcada pela interação com o público e com o ambiente.

Na sequência, a partir das 13h, será realizada a apresentação do livro de fotografias Cold Hot, do jornalista Sergio Poroger e curadoria de Eder Chiodetto. Por meio de suas 66 imagens, a publicação ilustra uma trilha sonora imaginária de várias cidades do Sul dos Estados Unidos, uma das regiões com maior diversidade musical daquele país, na qual se destacam o blues rural, jazz tradicional, coutry music e R&B.

Para recriar o ambiente registrado por Poroger, o quarteto Sugar Ray Jazz Club faz show ao vivo com repertório de clássicos da música popular americana, relembrando as pequenas formações de rua características da dixie’s land, ragtime e swing, em um resgate da sonoridade típica do início do jazz e do blues. O grupo é formado por Arthur Decloedt no contrabaixo, Filipe Nader no saxofone, Amilcar Rodrigues no trompete e Lumineiro no Washboard.

20 de novembro, domingo a partir das 11h – entrada gratuita (sujeita à lotação)

Sobre o livro ‘Cold Hot’
O fotógrafo Sergio Poroger pesquisou o sul dos Estados Unidos por dois anos. As imagens retratadas por ele, com curadoria de Eder Chiodetto, um dos ícones da curadoria da fotografia no Brasil, mostram uma região onde a música influencia a paisagem, a arquitetura e os costumes dos moradores. O nome “Cold Hot” remete ao aquecimento e à frieza da região, tanto em relação à tonalidade da paisagem quanto da temperatura ao longo do ano. O livro conta ainda com a apresentação do crítico musical e autor Carlos Calado.