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mostra | Design holandês hoje: objetos que indicam a casa de amanhã

O Museu da Casa Brasileira, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, apresenta, entre 27 de fevereiro e 24 de abril, a exposição Design holandês hoje: objetos que indicam a casa de amanhã, realizada em parceria com o Consulado Geral do Reino dos Países Baixos no Brasil. Com curadoria de Jorn Konijn (Holanda), a mostra reúne peças de uso cotidiano através de um recorte da produção holandesa atual, com produtos que trazem as soluções dos designers do país aos desafios apontados pelas novas configurações de morar.

Derivada da exposição “Design contemporâneo holandês”, realizada durante a Bienal Brasileira de Design 2015, no Palácio Cruz e Souza, no centro de Florianópolis (SC), a mostra reúne objetos que incorporam novas tecnologias e soluções, apresentando um novo olhar sobre a vida cotidiana. “Como os designers lidam com essas situações mutantes? Elas alteram o design desses profissionais? E os designers, oferecem novas ferramentas de suporte às mudanças? Até que ponto esse novo contexto doméstico e social mudou o trabalho deles?”, questiona o curador.

Procurando responder a estas perguntas, Konijn selecionou obras como a mesa cujo tampo é um painel fotovoltaico que capta energia solar; uma bicicleta feita de madeira de reflorestamento; e um jogo de chá com design inspirado em insetos.

“O MCB promove em sua programação cultural e através das edições anuais do Prêmio Design o debate sobre o caráter transversal do design e a sua presença nos objetos de uso cotidiano”, explica Giancarlo Latorraca, diretor técnico do MCB. “A mostra Design holandês hoje traz elementos relevantes para essa discussão, revelando soluções contemporâneas para problemas universais e apontando caminhos frente às novas possibilidades técnicas e de configuração do habitat.”  

Sobre Jorn Konijn
Curador internacional freelancer no Instituto de Arquitetura da Holanda (NAi), Jorn Konijn é diretor-fundador da This Must be the Place, organização cultural que opera no campo das indústrias criativas. Foi curador de duas participações holandesas em bienais internacionais: em novembro de 2011 com a exposição Unsolicited architecture para a BIA, em São Paulo, e Housing with a mission para a Bienal Internacional de Shenzhen, China, em dezembro de 2011. Foi co-curador da apresentação em Roterdã (Holanda) da exposição “Lelé, arquiteto da saúde e do bem-estar”, ao lado de Max Risselada e Giancarlo Latorraca, e também da Bienal Internacional de Arquitetura de Shenzhen Hongkong, realizada em dezembro de 2013. Em 2015, foi curador no MCB do painel “Pedalá e Cá”, que discutiu a mobilidade urbana a partir do modelo holandês do uso da bicicleta.