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 Jardim do Solar


A exposição apresenta o imenso jardim do MCB - um oásis em meio à densa urbanização da região da avenida Faria Lima - como um acervo vivo e um dos últimos espaços verdes remanescentes que ilustram hábitos de moradia da elite paulistana, entre o final do século XIX e a 2ª Grande Guerra.

O primeiro segmento da mostra consiste de painéis instalados no próprio jardim, que recuperam um pouco da história desse espaço verde nascido como parte integrante do solar do casal Fábio e Renata Prado, em 1945, no contexto das mudanças de costumes que tiveram lugar na capital, a partir do final do século XIX. Esse segmento aponta o papel da família Prado na valorização dos jardins públicos e privados em São Paulo, comentando algumas iniciativas de Fábio e Antônio da Silva Prado à frente da prefeitura, respectivamente nos períodos de 1934-38 e 1898-1910 – sobretudo a difusão de árvores que se tornaram características nas ruas paulistanas, como as tipuanas e os jacarandás-mimosos, presentes também no jardim do Museu.

O segundo e maior segmento convida a um passeio pelo bosque, ao apresentar individualmente 30 árvores. São exemplares escolhidos entre os mais antigos, belos ou importantes, representando quatro grupos principais – espécies nativas, estrangeiras, frutíferas e palmeiras. Há espécies da Mata Atlântica, como o tapiá e o araribá, e árvores estrangeiras, como o ligustro, originário do Japão, e a aglaia, comum na China e no Vietnã. Cada espécie é descrita e, em alguns casos, complementada por ilustrações que evidenciam características de floração e frutificação.

Os desenhos foram feitos especialmente para o Museu da Casa Brasileira pela ilustradora botânica Hiroe Sasaki, premiada pela Fundação Botânica Margareth Mee, Royal Botanical Gardens, em Kew, Inglaterra, centro de referência em sua área.

A curadoria da exposição é do arquiteto e historiador Guilherme Mazza Dourado que, entre outros trabalhos, foi um dos organizadores da mostra Albert Eckhout volta ao Brasil 1644-2003 (Pinacoteca do Estado, 2003), e curador da exposição Visões de Paisagem. Um Panorama do Paisagismo Contemporâneo no Brasil (Sala especial da 3a Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, 1997).

A mostra será usada para desenvolver programas de educação ambiental com escolares e integra uma ação de revitalização do jardim, realizada com a colaboração da Associação Nacional de Paisagismo (ANP) e da Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (Abap).

A realização da exposição tem o apoio da Fundação Crespi-Prado, criada para manter viva a memória do casal que construiu o solar. Prefeito entre 1934 e 1938, Fábio da Silva Prado reativou o departamento de Parques e Jardins da cidade e defendeu a transformação das áreas do Ibirapuera num belo parque municipal, embora isso só tenha acontecido quase duas décadas depois. As ações de Fábio provavelmente se espelharam na atuação de seu tio Antônio, prefeito da capital por três vezes consecutivas, entre 1898 e 1910.
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Av. Paulista arborizada com ligustros, em postal do início do século XX, a partir de foto de Guilherme Gaensly, coleção de Guilherme Mazza Dourado
Postal editado por Malusardi, coleção de Guilherme Mazza Dourado
Abacateiro. Ilustração de Hiroe Sasaki
Av. Tiradentes, no início do século XX. Postal a partir de foto de Guilherme Gaensly, coleção de Guilherme Mazza Dourado