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Acervo Museu da Casa Brasileira
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Releitura do acervo do MCB, a mostra abre a ala reformada do Museu e apresenta objetos restaurados, além de novas obras incorporadas.
 
A exposição busca valorizar ainda mais suas peças, apresentando-as agrupadas por função, em recortes baseados nos verbos cozinhar, dormir, guardar, ouvir, rezar, sentar, servir.
 
Foram incorporados ao acervo verdadeiros ícones do design brasileiro. Entre eles, a poltrona Mole (1957), de Sergio Rodrigues, doada pela empresa Linbrasil; a cadeira Paulistano (1957), de Paulo Mendes da Rocha, vencedora do 1º Prêmio Design, doada pelas empresas Objekto e Dpot; a cadeira Girafa (1987), de Lina Bo Bardi, Marcelo Ferraz e Marcelo Suzuki, presenteada pela Marcenaria Baraúna; o carrinho de chá Nômade (1993), de Claudia Moreira Salles, que fez a doação; a poltrona Pelicano, de Michel Arnoult, nome mais importante da procura da democratização do design no Brasil no século 20, doada pelo autor; e um bar de José Zanine Caldas, da Móveis Artísticos Z, doado por João Pedrosa.
 
Algumas peças que haviam sido encaminhadas para outros museus também voltaram para o MCB, enriquecendo o acervo. Das peças já existentes anteriormente, 53 foram restauradas. Móveis de guarda, descanso, repouso, utilidade, quadros e objetos de decoração, em diversos suportes (madeira, couro, tecido, cristal e marfim) passaram por intervenções de higienização, colagem de elementos decorativos e estruturais e troca de palhinhas e tecidos dos assentos.
 
Outra inovação é ter na exposição peças que remetam aos primórdios da casa brasileira, como uma rede lavrada de algodão, de Sorocaba (SP), exemplar raro por ter quatro punhos em estilo bandeirante do século 19, doada pelo professor Carlos Lemos; e um banco indígena no formato de anta, do Alto Xingu, adquirido pelo MCB.
 
A pesquisa para a montagem da nova exposição foi liderada pelo historiador e técnico em museologia Wilton Guerra, coordenador de Pesquisa e Documentação do MCB, em colaboração com a historiadora Renata Simões. Foi feito um amplo levantamento através da análise de livros de tombo, de atas de reuniões realizadas pelo Conselho Diretor do Museu, de fichas catalográficas, inventários fotográficos e ainda de consultas a especialistas e bibliografia de apoio, com o objetivo de fazer a alimentação integral do banco de dados sobre o acervo, aprofundar o conhecimento sobre cada peça e redigir novas legendas.
 
Uma ampla reforma no espaço expositivo criou uma sala contínua, permitindo assim um aumento do número de peças expostas da ordem de 70% em relação à situação anterior, circulação mais desimpedida, melhor acomodação dos grupos de visitantes e maior fluidez e legibilidade expositiva. Incluiu a execução de nova estrutura metálica, eliminando os desníveis do forro e permitindo grande flexibilidade de instalações de iluminação.
 
Toda a área expositiva recebeu um novo piso monolítico adequado às condições necessárias a montagens e intensa circulação. O desenho do piso mostra o traçado original da planta dos banheiros e dormitórios através de diferenciação de textura nos locais onde originalmente estavam as paredes divisórias. Essa ação, aliada à manutenção do único banheiro que restou da reforma empreendida pela gestão anterior, e que representa a sofisticação da época, teve o objetivo de preservar o máximo possível a memória original do Solar Prado. A reforma do espaço e a museografia tem projeto do arquiteto Giancarlo Latorraca. As fotos neste site são de Rômulo Fialdini e Gal Oppido.
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